Entrevista à Venice Magazine

Venice: Parabéns por outra temporada maravilhosa de Supernatural e pelo My Blood Valentine 3D. Uma coisa que me impressionou no filme foi que os efeitos 3D não eram apenas coisas a vir na tua direção.
Jensen Ackles: Nunca queres que fique demasiado fictício. Eu lembro-me de falar com o diretor e numa das primeiras chamadas que tivemos ele foi muito claro como isto iria acontecer. Ele não queria coisas demasiado fictícias mas ele queria respeitar os antigos filmes de terror e incluir alguns desses óptimo clichés que os iria honrar.

Eu adoro como tudo está mesmo à tua frente, como quase que consegues esticar-te e tocar tudo. Isso tem de ser a onda do futuro.
Estou surpreendido por terem demorado tanto tempo para inventar o 3D. Eu acho que com a nova tecnologia… eu nem consigo imaginar como será o futuro.

Sinceramente, quando ouviste falar deste projeto alguma vez pensaste, “Temos mesmo de refazer este filme?”
Bem, isto é algo que eu só expressei com os meus amigos, e conhecidos. ‘Deus, é assim tão complicado de ter novas ideias hoje em dia que continuamos a refazer ou a roubar ideias ou séries de outros países? A escrita é tão vazia hoje em dia?’ Mas quando pensas no assunto, e no que realmente me espanta é que este tinha um seguimento de culto mas não era um filme muito, muito bom. O My Bloddy Valentine não foi um grande sucesso. Foi do tipo do Friday the 13th ou Nightmare on Elm Street.

Eu sou velho e gosto de filmes de terror, mas quem é que se lembra dos originais?
Certo, existem poucas pessoas que se apegaram a esses pequenos e únicos filmes de terror, e este é um destes. E acho que em si era único, e aplicar toda esta tecnologia moderna nele e usar o formato 3D, fiquei interessado desde o início.

Há uma cena do hospital onde a tua personagem diz que não vai vender a mina e o Kerr Smith aparece do nada por detrás de uma cortina e toda a gente ri porque é tão ridículo.
E mesmo no início quando o Tom Atkins aparece e ele é encriminado com o coração na janela, há uma quantidade certa de mozzarella espalhada pelo filme para que as pessoas percebam que não estamos a tentar que tudo fique demasiado sério e é uma memória de um filme feito de maneira a que possas relaxar e admirá-lo. É como uma viagem.

Talvez por estares nele, mas quando a tua personagem regressa à cidade não se consegue pensar noutra coisa senão que é um trabalho para os irmãos Winchester.
Verdade. [risos]

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1 de Fevereiro de 2009 Sílvia Tavares Jose Martinez, Venice Magazine
4ªTemporada, Como ator, Interesses, My Bloody Valentine, Supernatural